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06 julho 2011

Thirty_Three


speak to me in a language i can hear
humor me before i have to go
deep in thought i forgive everyone
as the cluttered streets greet me once again
i know i can't be late, supper's waiting on the table
tomorrow's just an excuse away
so I pull my collar up and face the cold, on my own
the earth laughs beneath my heavy feet
at the blasphemy in my old jangly walk
steeple guide me to my heart and home
the sun is out and up and down again
i know i'll make it, love can last forever
graceful swans of never topple to the earth
and you can make it last, forever you
you can make it last, forever you
and for a moment i lose myself
wrapped up in the pleasures of the world
i've journeyed here and there and back again
but in the same old haunts i still find my friends
mysteries not ready to reveal
sympathies i'm ready to return
i'll make the effort, love can last forever
graceful swans of never topple to the earth
tomorrow's just an excuse
and you can make it last, forever you
you can make it last, forever you

14 junho 2011

As Coisas XII/XIII

Hagiologias Iconoclastas: Concluo aqui um capítulo destas apresentações a partir da construção feita de intimidades e desta vez é com imagens picto_esculptóricas que me acompanharam; primeiro um semi-busto do sagrado coração que sempre transportei, lascado do lado esquerdo, deixando ver por um pequeno orifício redondo, o seu oco interior; entretanto muitos passaram – de gonçalo a bárbara, da senhora da abadia à do vencimento, de catarina a miguel, das dores à sameiro, da santíssima trindade ao são bartolomeu, de jorge a roque – termino nesta casa o périplo com fátima sempre iluminada a meus olhos, aguardando um dia a sua taumaturgia. Esta, como tantas outras lendas áureas, povoam o meu universo místico.

Como disse Che "Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.", hoje, no 83º aniversário do seu nascimento.

11 junho 2011

Only the Truth

Únicamente la Verdad - Part1

Salieron de San Isidro procedentes de Tijuana,
traian la llanta del carro repletas de hierba mala..

Pasaron por San Clemente, los paro la emigracion,
les pidio sus documentos, les dijo de donde son?
Ella era San Antonio.. Una hembra de corazon...

Una hembra si quiere a un hombre por el puede dar la vida,
pero hay que tener cuidado, si es hembra se siente herida,
la traicion y el contrabando... Son cosas incompartidas..


A los Angeles llegaron, a Jaliguanes se pasaron.
En un callejon oscuro, las cuatro llantas cambiaron
hay entregaron la hierba, y hay tambien les pagaron

Emilio dice a Camelia, hoy quedas por despedida
con la parte que te toca tu puedes reacer tu vida,
yo me voy pa' San Francisco, con la dueña de mi vida...

Sonaron siete balazos Camelia a Emilio mataba
la policia solo ayo una pistola tirada,
del dinero y de Camelia...

Únicamente la Verdad - Part2

09 junho 2011

Buried_Knife

Can I explain this to you? Your eyes
are entrances the mouths of caves
I issue from wonderful interiors
upon a blessed sea and a fine day,
from inside these caves I look and dream.

Your hair explicable as a waterfall
in some black liquid cooled by legend
fell across my thought in a moment
became a garment I am naked without
lines drawn across through morning and evening.

And in your body each minute I died
moving your thigh could disinter me
from a grave in a distant city:
your breasts deserted by cloth, clothed in twilight
filled me with tears, sweet cups of flesh.

Yes, to touch two fingers made us worlds
stars, waters, promontories, chaos
swooning in elements without form or time
come down through long seas among sea marvels
embracing like survivors in our islands.

This I think happened to us together
though now no shadow of it flickers in your hands
your eyes look down on ordinary streets
If I talk to you I might be a bird
with a message, a dead man, a photograph.

The Knife - Keith Douglas (no sexagésimo_sétimo aniversário da sua morte)

30 maio 2011

Twins

Congratulations, Ban_h(e)art and your be_loved Adan!

24 maio 2011

Next_Generation

Pois é, a aventura está a chegar ao fim! Há dez dias cumpriu-se a promessa do verão passado: cantou-se, dançou-se, fumou-se, comeu-se, bebeu-se e conviveu-se ainda melhor - o subura foi à quinta do smith; sem dormir e com o sol a nascer-me nos olhos, só parei na praia e larguei a âncora na outra margem, depois o eterno camarido que me fez de caminha; a cálida encosta atlântica de cristas graníticas acompanha-me, amorosa, por entre castros e vales, barros e bouças. A meio da semana desperto directo aos museus com que já aqui terminei: as termas atrás da casa (com pessoas virtuais) e os biscaínhos repletos de escolas em reboliço; o mundo abre-se ali como um tesouro e, para além da odisseia do circo no exterior, esperam-me ainda a feira e geira romanas; os passeios e banhos pelas terras de bouro encenam o cenário perfeito para a partida, depois de um farto repasto.
Vilarinho das Furnas há quarenta anos
É provável que chegue a foz_côa mas depois as restantes mensagens estarão programadas para a glória dos últimos momentos (tenho de decidir para onde vou a seguir, preparar as convulsões_revoluções que se avizinham; serão por certo sustentáveis, tal como a certeza de um novo encontro - mas por agora despeço-me com o habitual "Até Já")

"Para mim, a liberdade é a mais nobre e a principal condição da vida." 
Ibsen a 3 de Janeiro de 1882  - Introdução do livrinho de teatro 
"Breves textos para a liberdade"

14 maio 2011

Let's Shake (The Queen)

Três meses depois do seu lançamento:
Goddamn' Europeans!
Take me back to beautiful England
the grey, damp filthiness of ages,
fog rolling down behind the mountains,
on the graveyards, and dead sea-captains.

Let me walk through the stinking alleys
to the music of drunken beatings,
past the Thames River, glistening like gold
hastily sold for nothing.


Let me watch night fall on the river,
the moon rise up and turn to silver,
the sky move,
the ocean shimmer,
the hedge shake,

13 maio 2011

Drift_Down

Heute sind so viele ganz allein.
Es gibt auf der Welt so viele Tränen,
und Nächte voller Einsamkeit.
Und jeder wünscht sich einen Traum,
voller Zärtlichkeit.
Und manchmal reichen ein paar Worte,
um nicht mehr so allein zu sein,
aus fremden Menschen werden Freunde
und grosse Sorgen werden klein.
Ave Maria.
Ave Maria.
Kalt ist die Reise durch die Nacht.
Es gibt so viel Wege zu den Sternen,
und jeder sucht eine Hand, die ihn hält.
Vielleicht ist jemand so traurig wie du,
komm, und geh auf ihn zu.
Verschliess heut nacht nicht deine Türen,
und öffne heut dein Herz ganz weit
und lass den anderen Wärme spüren,
in dieser kalten Jahreszeit.
Ave Maria.
Dôme épais le jasmin,
A la rose s'assemble,
Rive en fleurs frais matin,
Ah! glissons en suivant
le courant fuyant:
Dans l'onde frémissante,
D'une main nonchalante,
Gagnons le bord,
Où l'oiseau chante,
L'oiseau, l'oiseau chante.
Dôme épais, blanc jasmin,
Nous appellent ensemble!
Magnificat anima mea Dominum
Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humilitatem ancillæ suæ: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes,
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiæ suæ,
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in sæcula.

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto
Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum.

12 maio 2011

As Coisas XI

Shells - A.J.Moore

Conchas e Sementes: vindas talvez de mares perscrutados / são ecos de lembranças cristalinas / antigas casas_peles de organismos vivos / chegam ocas, polidas de sentidos / tácteis, sonoras, férteis / perfis côncavos perfeitos dão à costa | assim as colhia tenras em criança / pequenas hastes, corolas ou botões / num prado suave onde irmãs deslizam / por perdidos sonhos já longínquos / agora guardo o que delas sobra / redondas, secas, áleas vagens píneas / secretos frutos que nascerão um dia / quando de minha colecção se libertarem / ao mundo, ao vento, aos dias...

08 maio 2011

Bric-a-Brac

Não há jacarandás em Braga mas um cheiro a erva_luísa! Obrigado, amor.

Marilyn Horne - Che Faro Senza Euridice?

07 maio 2011

Tight_Meaning

Encontro as senhas de ordem nos bolsos depois da última colheita no convento e preparo a visita ao novo, agora bloco branco misericordioso (reparo na coincidência dos tempos); com o corte no barbeiro do souto, atravesso a praça cheia, descubro a livraria vermelha e baixa com pátio a abrir e visito o carmo; desço à cadeia pelo antigo IEP, vislumbro a pedreira pelo monte castro e faço a pé a rodovia - a gata cai desta vez pelo vitorino, coca_cola killer e viva a formação online – planeio comboio para a catalunha, último comentário nas memórias de adriano (repete-se o filme mas desta vez completo), celebro aniversário metalúrgico e a morte têxtil fraccionadas. Passar o guião na leitura após montagem do conto de virgílio pela dorinda, vizinhos aos molhos e assistir à peça do sonâmbulo agostinho (onde o morgado amoroso casa, tal como o joão com a hermengarda, numa chula de virote); regresso à rua do edgardo – braga contra o porto para onde o irmão vai, acaba em arrufo por benfica! A música e o café são o máximo: então rosa enquanto ginja vamos pelos spots SG, superbock e carlsberg, cago e grego, percorro a madrugada com peixe:avião, o i faz hoje dois anos. E amanhã mosteiro com açorda...

01 maio 2011

As Coisas X

Cartazes Panfletários: À volta e no espelho do guarda-fato, por baixo e dentro da secretária_estante, fui colocando em tenra juventude recortes de imagens que me impressionavam e inspiravam; as paredes começaram a acumular posters e gravuras de viagens, mais tarde postais recebidos ou por escrever, fotos oferecidas ou pinturas sugestivas, flyers de design cativante e mesmo páginas de revistas iam sendo espalhados ao acaso no forro dos sucessivos albergues. Um dia a dormir, a Joana desenhou-me o rosto, outra vez dois corpos estilizados por castrar e até um mamão aquático no seu jardim, com os pincéis que estava a utilizar; em nahuatl tentámos um amor com cadáveres_esquisitos. Todas são manifestos mas há uma programação antiga da cornucópia com as peças infra, que trouxe da primeira vez que lá fui, sempre afixada cujo verso tem uma cabeça a vomitar sobre um fundo vermelho – atrás da porta ou ao fundo dos corredores.
A Missão (1979)
Mauser (1970)
Müller reading from the Children's Songs by Brecht - "May Song"

E porque hoje é o dia delas - a minha faz 63! 

30 abril 2011

Some(Thing)_Shape(d'Like)


 Até oito de Maio no Teatro Camões - e depois por todo o País

"Poderá andar-se metido num amor a contragosto? Claro que sim. Um amor a contragosto é um amor em relação ao qual o sujeito que o sofre sabe/palpita que está numa perspectiva catastrófica e que, em princípio, nada pode fazer para evitar a catástrofe, que esta o espera no fim de tudo e se prepara para o mastigar sem contemplações, reduzindo-o a cisco. «Reconquista-me!», diz o objecto desse amor a contragosto, entre mostrando-se e furtando-se logo de seguida. E o sofrente do amor a contragosto compraz-se (afinal com imenso gosto!) em esfalfar-se e em arruinar-se nessa descida aos inferninhos do amor infeliz.
Como se chega - e para quê - a uma situação destas? Por muitos caminhos e para muitos fins. Mas o que importa aqui dizer é que o amor a contragosto não é um amor partilhado. O sofrente nunca é igual a quem lhe inflige o sofrimento. É mais. Mais sentimento, mais tormento. «Mas que figurões!», dirão as rãs que, na circunstância, sempre se juntam para fazer coro. É que eles - o sofrente e o que faz sofrer - não sabem que estão, na sua luta (assalto e defesa), a dar-se em espectáculo aos que, de fora e ainda por cima isentos, assistem a essa terrível devoração afectiva. De um amor a contragosto dificilmente se sai. É como um vício arraigado, é como um redemoinho que puxa irresistivelmente para baixo. Talvez a única maneira, como ensinam certos nadadores experimentados em águas traiçoeiras, seja o sofrente deixar-se ir até ao fundo e aí, com um golpe rápido de braços e de pernas, sair do medonho vórtice. Então, poderá voltar à superfície, nadar para terra, sentar-se na areia e dizer: - Olha do que eu me safei! - O mundo recobrará cor e significado. Quem estiver na situação de sofrente, metido num amor a contragosto, pode treinar este processo de salvação. A Caparica não é longe."

Alexandre O'Neill 1980 (roubado descaradamente daqui)

29 abril 2011

Border_Line


Os fantoches de Kissinger/Com as minhas tamanquinhas
Entretanto a medusa mundana continua a estender os seus tentáculos, atravessando as fronteiras que julgámos eternas para nos confrontarmos na nossa alteridade em migrações de que sempre fizeram parte os exílios forçados por guerras, pestes e fomes sentidas e decididas pelos interesses individuais, fraquezas, arrogâncias e usuras dos que teimam em existir. Afinal partilhamos mais do que espaços: sou pelo partido dos animais todos, à excepção do homem cujas vidas continuam a expurgar-se repelentemente em abraços fatais.


Mulher da erva/Cantigas do maio
Já com a noite toda em vinte e três, visito os antigos templos orgíacos abaixo do ginásio no monte dos livros e zonas costeiras de permanências estivais; adormeço até à tarde da preparação molhada (com amigas que querem ganhar o jogo da rolha), em descida abrupta por caminhos enviezados na margem do vascão que atravessamos nas passadeiras, onde nos rebolamos nas águas ludras e subimos a custo íngremes passagens enquanto o céu escurece em faixas até ao solo e exala ruídos extremos.


Os eunucos/Traz outro amigo também
No regresso ribacima, nova paragem de espera por encontros fortuitos, surge o jovem banqueiro que também o fez, e assim nos desejámos e sentimos, calma e sôfregamente com intervalo para outra parelha rodada, repetimos e confidenciamos os trajectos coincidentes, aguardando contactos; antes da saída, o nómada acabado de chegar do irão confessa a sua admiração no desenvolvimento e aceitação locais, apenas limitado nessa liberdade de expressão e reunião entre géneros mas plenos de outros cruzares.


Está a acabar o prazo de denúncia do contrato deste arrendamento. E depois?

19 abril 2011

Zauber_Berg

Era uma vez uma princesa que recebeu um palácio de presente de aniversário pela maioridade. E à terceira família, em nova fase de ascendência, reconstrói o extinto solar da quinta, fechando o jardim romântico a norte, rasgando-lhe um vinhedo em cruz para rentabilizar o interesse pelo alvarinho - abrindo a entrada a oriente com a magnanimidade devida expressa na fachada: trinta e uma janelas para a nova estrada nacional. Não casou e na terceira torre está fechada a nonagenária.
Lá dentro, a escadaria imponente coberta de mitologia em azulejos ondulantes conduz-nos ao busto que centra o jardim de inverno e começa o mito recorrente do cisne em vários elementos. Sou acompanhado pela guia que vai abrindo as portadas na sua primeira visita em exclusivo para mim: na biblioteca, a explicação do brasão e as estantes cheias de um século de jornais deteriorados, os pesados lustres já electrificados, retratos de reis e rainhas com efeitos ópticos, paredes forradas em papel imitando rendas, o mobiliário estilo império e chinês, bem como os objectos e as pratas, os tectos belamente decorados de frescos e frisos ou na imitação de madeira, o clavicítero na sala de fumo, o rico dossel do quarto real e a velha entrada convertida em sala de armas com a estátua de diana ao centro. Ajudo-a com os ferrolhos e no pátio das camélias, ladeados de ceres e flora, vai confessando os seus projectos de requalificação do espaço que ao poucos se torna público; a entrecortada alameda dos plátanos, a das tílias que atravessamos lentamente onde me indica por entre o matagal, o futuro salão de chá; ao fundo o antigo portão e as novas vinhas, enquanto descemos o talude e discutimos eno_sabores; penetramos as orlas e na ponte sobre um lago selvagem e verde, aponta-me a ilha dos amores como próximo parque de merendas, circundamo-lo e nichos para corte escondidos sucedem-se, uma azenha fictícia já semroda mas de murmúrio aquático e a surpresa no alto – o pombal que alberga o esquecido sistema hídrico abastecido pelas minas. Ainda a sala privada de baile no exterior, com recantos na sebe labiríntica, a visita às caves que na penumbra mostram os lagares graníticos, os tonéis gigantes e as modernas cubas sob as arcadas templárias, cumprimentamos o pessoal da casa nas traseiras, ainda uma linda capela macónica aberta na primeira torre, com os níveis piramidais bem distintos, altar com sant’Ana ao centro, a ensinar a virgem a ler, o patrono São Sebastião à direita, púlpito de um lado e órgão do outro; e por último o pequeno teatro para a família com os cenários imagéticos daquele lugar orfético e feérico. Despedimo-nos rápido porque os fregueses começam a chegar. Já a subir os montes para os arcos, choro pela paisagem que vou perder.

(para imagens sem palavras, percorram o site no último link de Domingo - afinal há ainda tanto para escolher)


"II nous semble qu'il est plus moral de se perdre et même de se laisser dépérir que de se conserver. Les grands moraliste n'étaient point de vertueux, mais des aventuriers dans le mal, des vicieux, des grands pècheurs Qui nous enseignet à nous incliner chrétiennement devant la misère. Tout ça doit te déplaire beaucoup, n'est-ce pas?"

Clawdia Chauchat n'A Montanha Mágica - Thomas Mann

17 abril 2011

Palm_Branch

Toda uma noite de hesitação e intermitência na decisão de descer até à Terra sem Sombra para ver as mãos que tocariam ali tão perto, ajudar a salvar os peixes com que cresci. Mas assim não foi, nem a ida à cidade_berço para o almejado concerto nos seus paços (acontecera no dia anterior), o que me fez encontrar a cooperativa em frente, descer o largo e percorrer as movimentadas e nocturnas muralhas até às bouças que roçam a universidade... Hoje o último passeio da bicha nesta estadia: cruzamos o rossio, as esplanadas cheias que acendem os jogos de água da avenida, as tascas escondidas e a subida pela galeria. Não me conformo e a pesquisa rápida leva-me à casa das artes para o encontro de um brilhante elenco/encenação com o encanto redescoberto nas palavras do Rei. Regresso pela cósmica colina vendo as luzes no vale sob um luar estrondoso...
Chegada ao Chipre - Otelo
Amanhã é tempo de procissões na paróquia, abertura do festival e a praia eterna. Vivam os passos em volta! Com sorte, aqui ser coroado no dia seguinte...
Água de Beber - Frank Sinatra/Tom Jobim

16 abril 2011

Record_Store

Let´s celebrate the day! And the selected ones are:
1º Devo - Freedom of Choice (1980) Whip it! (original clip Here)
When a problem comes along, 
when the cream sets out too long, 
whem something's going wrong: 
you must wipt it!
For Self_Conscience
2º Talking Heads - Little Creatures (1985) Road to Nowhere
 For Learning_Words 




3º The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing  
The Dark Side of the Moon (2009) - Speak to Me/Breathe  
(Live and At HomeHere)  
I've been mad for fucking years, absolutely years, been 
Over the edge for yonks, been working me buns off for bands... 
I've always been mad, I know I've been mad, like the 
Most of us...very hard to explain why you're mad, even 
If you're not mad... 

Breathe 
Breathe in the air 
Don't be afraid to care  
Leave 
But don't leave me 
Look around, choose your own ground  
Long you live, and high you fly 
The smiles you'll give and tears you'll cry 
And all you touch and all you seeIs all your life will ever be  

Run 
Rabbit run
 Dig that hole 
Forget the sun 
And when at last the work is done 
Don't sit down, it's time to dig another one  
Long you live and high you fly 
But only if you ride the tide 
Balanced on the biggest wave 
You'll race towards an early grave... 
For Wised_Prophecy

11 abril 2011

As Coisas IX

Pedaços Redondos de Tempo: no terceiro ano deste milénio, depois do regresso e antes do término da relação, guardei as réplicas baratas que o irmão trouxe da sua viagem de finalistas à península do iucatão. Tirámos uma foto juntos debaixo da original no museu (ainda hoje a contagem dos dias é um mistério para chegar a Deus): auto_desfocada, queixos cortados mas a sorrir largamente em emoção desgarrada de esperança ontem o documentário passava-se aí, pelos mercados, ruas e topos de arranha_céus; ainda os canais e as pirâmides ∞ hoje busco-a e percebo que as dividimos como prevendo a perda com toda a uni_diversidade contida numa vida  contagiámo-nos numa encriptação mística que incubei todos estes anos e agora expludo.
Octávio Paz - Piedra de Sol

Há três anos cortava películas de videoclipes em frente ao oceanário quando descobri uma caixa de plástico contendo uma bobine, também laranja made in England by The Cinematography Engineering Co. Lda. - London com a edição de saída deste, composto aquando da minha concepção. Também a guardei  Aqui me_vo-la deixo:
Rolling Stones - Emotional Rescue
dois círculos, sempre juntos

10 abril 2011

Eu_Dæmonia

E há que ir... deixar o conforto do todo conhecido, bem instalado, traçar outros meridianos e querer_experimentar visões alternativas do mesmo chão. Aventurar-se pela descida depois da montaria na senhora do minho, parar no clube local para bola e fino e, em evasão, alcançar o farol de montedor até ser içado para a berma portu_ferroviária – a normalidade após mergulho rápido ou quando o frio é devolvido à noite. Então despertamos em névoa para a visita guiada ao arcaico abastecimento da salubridade, prestes a ser devorado pelo monstro hospitalar, sempre com o alarme regressivo das novas destruições: a água corre entre as pernas no canal esculpido enquanto caminhamos na obscuridade por túneis estreitos cobertos de salitre; as estórias dos eternos retornos na descrença dão toda a fé possível daquele acto; repetem-se as promessas para uma nova ascenção até à restinga pelas plataformas de fão, sob a tempestade que sopra a luz forte e nos vira para o extenso areal. De volta – os cavalos ao fundo, de frente às jazidas que nos escapam, mas não as clarinhas...
Gorillaz Official Site
Ao encontrar o primeiro livro da biblioteca universal Unibolso, presto aqui o tríptico tributo ao gosto cinematográfico que me foi construindo: as jornadas épicas e catastrofistas, o terror no limite ‘gore’ misturados com muita ciência_ficção. Começo a contar os dias para o final...

02 abril 2011

Sin_King

Com os fracos resultados que escorrem como fino silício pela estreita ampulheta e a partida gorada, achego-me ao centro onde a progenitora se acerca, confessa e cedo me afasta; um encontro em descida irregular pelo renovado episcopal, o café na sacristia de sempre. após troca de cidade e trópico, inicia-se a pérfida perdição pelas margens do Munda. paragem no templo afundado que o homem emergiu, um redondo de indecisão e a fila interminável que entope a via leva-me a um mergulho pantanoso em arzila; em plena planície do ega, anobra e sebal aguçam o encanto até alfarelos. vislumbro o monte maior amuralhado do outro lado que percorro até ao cimo e cincundeio, um vai e volta ondulante à ei_reira, as sete pontes de maiorca, paços abandonados e serras sobrepostas. surge a doca da figueira, já noite e uma costa vazia e fresca pela brisa morna que arrefece a bucha na praia de buarcos. Só, aqui... por pouco tempo.