16 janeiro 2011

Breogan_Blues

Acordei no sofá farto da vida, meti-me na banheira, peguei na cadela e seguimos na esperança de dar à costa. Paragem para o único expresso do dia, a ver os brotos das soulangeanas a crescer; perdidos nas autopistas, entramos na aldeia e subimos ao castro para avistar toda a ria em baixo e as ilhas dos deuses ao fundo – a luz intensa reflete um azul profundo a toda a volta, mais postos celtas no topo de todos os montes, indicados nas placas do forte; circulamos pelo monte de anciãos, músicos, atletas... e saímos rápido atravessando o porto. Sem dinheiro a cada peagem, uma estação para serviço de almoço rápido: enquanto espero, emociono-me com o anúncio da liberdade tunisina e os dilúvios no hemisfério sul. Pago com tarjeta e identidade, esperamos pelos ossos do coelho e continuamos para norte, cruzando as construções e religiões, passadas e futuras; o portageiro dá-me a informação necessária: pela nacional 550 por oroso, ordes para caixeiro, gasolina em carral e depois do aeroporto, avisto os golfos e baías que se acercam; mais um corte inglês e abre-se a cidade brilhante por uma marginal que ondula entre torres de cristal. Estaciono junto à marina, achego-me ao castelo do santo mas retrocedemos para levar com os raios que aguardam o espectro nublado e ler o jornal – ali o mar calmo e na outra margem uma estranha cúpula; novo passeio por entre os locais e outra vez muita gente, agora já montados mas sem lugar junto à de hércules; continuamos o caminho da península, passamos a casa do homem e metemo-nos por dentro, procurando a saída, mas o destino vira-nos de Juan Flores: um café com leite antes de sair e já agora o último passeio; ao cimo da rua cai do alto da rocha uma cascata e é no palácio que pessoas esperam pelo espectáculo, coberto pelos jardins e coroado pelo planetário. Perfeito! Contornamos tudo e com o objectivo tomado, chego à nota da contra-capa do novo livro. A estrada é mais longa na volta e pelo caminho, a rádio toca a gitana, o airbag destes senhores e a espuma de vénus. Um carro em chamas assombra o regresso.

Já em casa, desisto do programa que tinha, descubro operações triunfo doutrora em versão bilingue e os êxitos da banda de infância em grande musical com página própria. Um pouco de cada, também no final da agenda.

2 comentários:

pinguim disse...

E viva a Galiza!!!!

MrTBear disse...

Oi, Tudo bem?
Aí estás pertinho de nuestros hermanos.

Abraço