07 outubro 2008

Andeca_Witiza

(ah, se eu fosse ermita, viveria aqui...)


(estou no reggae: hoje apetecia-me uma...)

O que eu queria para/no mundo era uma boa dose de paz de espírito como conforto, que despertasse a confiança no outro para se dar, se mostrar, se abrir à realidade que o cerca, com vontade e curiosidade por descobrir as coisas bonitas (sim, esta palavra tão simples e pueril...) que estão e se criam por aí. Mas muito tem que ruir ainda...
Avançando então, recuo ao FDS (que linda sigla!) onde umas massas e saladas na praça central da cidade adversária nos fazem perder pelo vale do rio antigo (essa deusa Nabia!) e atingir o alto da colina habitada por ferragiais, celtas e romanos e esplanar ao sol das frases livres com toda essa visão ilimitada.
Ultrapassar a barreira geológica que isola o “penico” urbano e aí buscar aulas de ioga até à hora do cinema. O domingo de limpezas e abastecimento antecipado, uma mala em pele e ida vespertina ao expositor social barulhento e brevemente iluminado. Também brevemente visitado (pensar que os mouros até aqui chegaram para destruir e conquistar...). Na volta perdida pela praça de são paulo, descobrir mostra de licores e doces conventuais, ouvir as histórias de família dos pequenos empreendedores artesanais e ainda subir à torre de Nossa Senhora, pelas escadas e patamares da história da cidade e seus fundadores em leitura lenta e virtual. Do topo, os horizontes logínquos e fechados deste universo.
Os dias ocupados pela sobrecarga de um ímpeto precipitado, mas que esperamos finalizar na ânsia de um trabalho organizador pela experiência de situações que daí adviram; o confronto com a soberba e um novo sentimento (desta vez, alter) de injustiça em explosões emocionais, controladas pelas supremas aparições do Bem.

Foi só um desabafo. Hoje vivo aqui.

2 comentários:

pinguim disse...

E assim vais percrrendo o Minho, gastronómica e culturalmente falando; à mistura, a tua filosofia perfeitamente identificável, na procura sempre de algo mais...
Abraço.

Paulo disse...

Também gosto muito dessa colina. Não tenciono ser eremita, logo, não me mudaria para lá. Mas, ainda assim, é um sítio muito bonito para ir.