26 maio 2010

Myco_Plasma

Será mais fácil lidar com a artificialidade da vida do que com a sua complexa “naturalidade” ou será uma a consequência da outra? Já temos as cidades, plenas de comidas rápidas e estradas em alargamento a grande velocidade, as erupções já não causam pânico e nem nos perdemos nas rotundas por mais próximo que estejamos da boca do inferno, a escassos oitavos do final; a cultura que acontece como cogumelos em todas as esquinas, manobra isolada das multidões entre a rua do norte e a praça das flores; os jacarandás já não têm o esplendor de outrora por mais que cresçam no meio das avenidas e transparecem a rotura dos raios solares; num lapso de tempo, corta-se a tapada e a atmosfera enche-se de nuvens luminosas carregadas pelos sons de duzentos e três anos de espera, de novo juntos e ao vivo, coros e trompas anunciam as glórias idas no alfa e ómega em fusão. Às portas do sol, sob a meia lua, relembramos os caminhos que fizémos desde então, aguardando a colheita...


(Tenho uma dor de alma ou dói-me o coração e espero que passe...nem que vá daqui até ao oriente e regresse, acalmar as realidades e as pre_ocupações.)

1 comentário:

Zoninho disse...

e que nuvens poderiam levar-te as trevas até ao teu coração?