20 julho 2008

Fast_Love His_Tory


(denso with myself, uoh, uooh!)

Sábado cedo e fresco, café na esquina, procurar barbeiro do bairro mas, depois de re_ligar-me ao mundo, coincide a boleia de loli que passa pela ana no rossio e aí desço de mochila e fato na mão para comprar camisa e acessórios para cerimónia da tarde. Apanho o 28 até às escolas gerais para pagar saldo negativo ao grupo, assalto dissimulado por abertura da janela do eléctrico, carteira aos meus pés e turista que sai a correr em santa luzia perseguindo o ladrão (que saudades de alfama, que péssima imagem para exportar para o estrangeiro). Café e conversa na esplanada de lucas enquanto troco calças e calço sapatos e coloco cinto, graça e maria andrade por metro, atravessar avenida da igreja até casa da acompanhante. Stress de atraso e IC19, comparando farpelas e resumindo ausências, esfumaçar até colares, primeiro a noiva, depois noivo e padre demoradíssimo. Matrimónio religioso com coros e eucaristia, um bom guião para católicos ronhosos como eu, crianças em pranto: a felicidade estampada nos rostos, bordada a fé e caridade, pureza ilumina as suas almas; às voltas pela várzea para a quinta de são domingos, perdidos e perguntando até chegar à casa de partida, caipirinhas a abrir, gin’s e fila de fotos, banquete ordenado por jogos estimulantes da sorte e inteligências, deliciosa sequência intercalada por cigarros, fechar a pipa na minha vez para trocarmos de condutor e a minha carmo se divertir e dançar. Bolo, brindes e vídeos, regresso à meia-noite. Ainda adamastor com amigo morzinho e libelinha, anjo gabriel no multibanco, rock-a-bica por chotes e shar_os e maria, subir e descer ao carro, primas, capela, dois passos no purex e nos lábios de vinho um reencontro com os filhos das completas auxiliares dos primeiros bairros onde trabalhei mencionados ao início- quase cinco anos com queda-em-si de aprendizagem de valores e reconhecimento por duas senhoras de armas, dedo no ar e mão na anca. Após revolução, directos à rua da palmeira onde na frenética dança, libelinha é roubado por chulos e beijos; conduzo até sua casa onde comemos pela última vez, doem-me os pés, abraçamo-nos.

Agora escuto “As good as it gets” do Jay-Jay Johanson.

4 comentários:

Will disse...

Eu também adoro casamentos :)

Catatau disse...

Fizeste uma sinopse (ao tempo que queria usar isto!) liiiiinda do fim de semana.
Eu detesto casamentos, mas contados por ti até me levavam ao altar. Escusado será dizer que a lua de mel tinha de ser perdida no meio dos vícios da Rua da Palmeira. Porque a tradição ainda é o que era. :)

Ophiuchus disse...

Love & Marriage, Love & Marriage... e o Frank Sinatra a rodar!

(é lindo para os noivos_casados e poder assistir é uma benção - o sorriso, a emergência, a felicidade!)

Até fui eu que sugeri, porque é onde danço mais à vontade a partir das quatro da manhã, depois das multidões! Johnnie Walker, nem vermelho nem negro, mas High_Level!

Abraço Catatau e Will

pinguim disse...

A Rua da Palmeira...deixa-me ver...já ouvi falar...ahhhh, cruzes canhoto, é local de perdição...
Abraço.